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As 10 cidades perdidas da América do Sul

A quantidade de cidades lendárias como Atlântida por exemplo, e outras lendas sobre continentes, cidades e civilizações perdidas ainda navegam pelos oceanos do imaginário de aventureiros e viajantes. Ao longo da História muitos se arriscaram e perderam a vida em busca de suas ruínas e tesouros. Algumas destas cidades foram redescobertas e se tornaram grandes pontos de visitação turística, outras ainda fazem parte do mundo das lendas e continuam instigando nossa imaginação.

Confira quais são as principais cidades perdidas (e redescobertas) na América do Sul:

01 – Teyuna, Buritaca-200 ou Ciudad Perdida – Colômbia

Foto: La Ciudad Perdida e Wiwa Tours

Buritaca 200 ou Ciudad Perdida foi descoberta em 1976 por uma equipe de arqueólogos colombianos e é o mais preservado sítio arqueológico entre os mais de 250 encontrados na região da Serra Nevada de Santa Marta, na Colômbia.  A pequena cidade construída e habitada pelos índios Taironas entre os anos de 800 e 1600 d.C, hoje recebe viajantes de todo o mundo. O acesso à cidadela se dá por trilhas que cortam o vale do Rio Buriticá em um trekking que tem duração média de 5 dias (ida e volta). 

02 – Tiwanaku – Bolívia

Templo de Kalasasaya - Foto: Wikimedia Commons
Templo de Kalasasaya – Foto: Wikimedia Commons

A civilização Tiwanaku foi a mais importante cultura pré-incaica do altiplano andino e é considerada por alguns historiadores como a “Cultura Mãe da Bolívia”.  A cidade construída à margem sudeste do lago Titicaca, foi o principal centro religioso e urbano desse povo que habitou a região entre os anos de 1500 a.C e 1.000 d.C.  O sítio arqueológico que possui o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é formado por templos, monolitos e pórticos, e ao longo dos anos sofreu com saques e escavações amadoras. Alguns de seus monumentos e construções estão em mau estado de conservação ou parcialmente destruídos, como é o caso da Piramide de Akapana, mas a cidade que fica a 76 Km de La Paz, vale a visita e é uma das principais atrações da região.  

03 – Caral – Peru

Ruínas de Caral – Foto: Divulgação

A 200 km ao norte de Lima e escondida entre as montanhas do Valle de Supe, estão as ruínas de Caral, a mais antiga civilização da América.   Encontrada em 1994 durante escavações da arqueóloga peruana Ruth Shady, a cidade sagrada de Caral possui diversas construções como templos e pirâmides que foram erguidas pelos Supes que viveram na região entre os anos 3000 a.C. e 1800 a.C.

Caral é considerada a maior descoberta arqueológica do continente e foi a única civilização americana contemporânea das civilizações Chinesa, Indiana, Egípcia e Mesopotâmica. A cidade que em seu ápice chegou a possuir mais de 3.000 habitantes, desapareceu devido a ocorrência de longas secas que forçaram sua população a abandonar a região.

Site Oficial: http://www.caralperu.gob.pe/

04 – Chan Chan – Peru

Statue in Chan Chan ruins

Foto de Éamonn Lawlor 

Chan Chan foi a capital do Reino Chimú, povo que habitou a região dos vales dos rios Moche e Chicama, no norte do Peru, entre 900 e 1470 d.C. Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1986, as ruínas da cidade ficam a 5 km da atual cidade de Trujillo. Todo construído em adobe (barro misturado com palha ou outras fibras naturais), este centro urbano e religioso chegou a abrigar mais de 35 mil pessoas. Suas praças, templos, palácios e muros são decorados com desenhos em alto relevo que representam elementos da natureza, guerreiros e divindades da Cultura Chimu.  O nome Chan Chan, vem de Chang Chang do idioma Quingnam (nativo dos Chimus) e significa Grande Sol.

Site Oficial: http://chanchan.gob.pe/

05 – Machu Picchu – Peru

A cidade perdida dos incas, redescoberta pelo arqueólogo norte-americano Hiram Bingham em 24 de julho de 1911, dispensa apresentações e hoje é um dos destinos mais visitados do mundo. Confira todos os posts com muitas informações sobre Machu Picchu clicando aqui.

06 – Choquequirao – Peru

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Ruínas de Choquequirao – Foto: Divulgação

A Irmã sagrada de Machu Picchu foi um centro cultural e religioso, e ponto estratégico para o controle de acesso à outras cidades do império Inca. Foi também um dos últimos focos de resistência e refúgio durante a invasão espanhola. Os viajantes que procuram por uma experiência “mais econômica e menos turística” na região de Cusco, podem se aventurar por um trekking de 60 Km até suas ruínas. A travessia que dura em média 4 dias,  passa por um dos cânions mais profundos do mundo, o Cânion do Rio Apurímac, e segue até Choquequirao por estreitas e sinuosas trilhas que dão vista ao nevado de Salkantay.

07 – Kuhikugu ou sítio X11 – Brasil

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Maquete virtual da cidade de Kuhikugu

Kuhikugu ou X11 é o sítio arqueológico da maior cidade pré-colombiana já descoberta na Amazônia. Construída por ancestrais do povo Cuicuro (que habitam o que hoje conhecemos como Parque Nacional do Xingu) contava com construções complexas e servia de conexão a diversas aldeias menores, de acordo com estudos iniciados em 1992, pelo arqueólogo Michael Heckenberger.
Kuhikugu chegou a renir 50 mil habitantes e seu desaparecimento se deu por conta do contato destes povos com as doenças trazidas pelos descobridores europeus.

Saiba mais sobre Kuhikugu clicando aqui e informações como visitar as regiões próxima ao Parque Indígena do Xingu aqui

08 – Marcahuasi – Peru

Marcahuasi - Foto do geólogo Luis Ayala do Blog Explorock
Marcahuasi – Foto do geólogo Luis Ayala do Blog Explorock

Marcahuasi é um planalto de origem vulcânica com 4.000m de altitude, localizado ao leste de Lima, na cordilheira dos Andes, e que entre os anos de 1200 e 1460 foi habitado pelos índios Huancas.  A área de 4Km² possui um conjunto extenso de formações rochosas, sendo que algumas lembram animais, cabeças e perfis de rostos humanos, as quais, segundo o arqueólogo Daniel Ruzo (1900-1991), teriam sido esculpidas há mais de 10.000 anos por uma civilização desconhecida.

Algumas destas formações, como o “Monumento à Humanidade”,  possuem riqueza de detalhes e realmente nos levam a questionar se os antigos habitantes não teriam aproveitado as diferentes formas naturais para esculpi-las. De qualquer maneira, se foram ou não esculpidas, formam um cenário único, que vale muito ser visitado. Um destino pra mochileiro nenhum botar defeito.

Em feriados e no período das festas pátrias peruanas o local recebe centenas de viajantes, que passam os dias acampados em uma área conhecida por “Anfiteatro”.

A melhor época para conhecer Marcahuasi é no período de seca que vai de agosto a outubro.

Para chegar ao local é preciso pegar um ônibus a partir de Lima com destino ao Parque Echenique, que fica na cidade de Chosica e de lá pegar outro até o vilarejo de San Pedro de Casta. Em San Pedro você deve seguir a pé por um caminho com 4km de subida até o local chamado Anfiteatro (foto abaixo). Outras informações sobre este destino você encontra aqui e aqui. Você pode conferir mais fotos de Marcahuasi  na galeria de imagens no final do post.

Uma das formações de Marcahuasi, o Monumento à humanidade - Foto: Wikimedia Commons
Uma das formações de Marcahuasi, o Monumento à Humanidade – Foto: Wikimedia Commons
Foto tirada na semana da Páscoa com mais de 1.000 pessoas acampando na área conhecida como Anfiteatro, am Marcahuasi - Foto de Alan Matthew
Foto tirada na semana da páscoa com mais de 1.000 pessoas acampando na área conhecida como Anfiteatro – Foto de Alan Matthew

Relatos e posts de viajantes que passaram por lá:
– Só encontrei 2 citações para este destino no Mochileiros.com, que você pode conferir aqui, porém nenhuma delas traz mais informações sobre o local, são apenas citações de roteiros de viajantes. Também não encontrei nada em blogs brasileiros. O destino realmente ainda não recebe muitos viajantes brazucas.  Abaixo seguem os posts que encontrei em blogs estrangeiros:

Post no Blog da viajante Emily Welch:
http://emilyandheradventures.blogspot.com.br/2011/04/marcahuasi.html

Relato de viagem no Blog Explorock, do Geólogo peruano Luis Ayala
http://explorock.wordpress.com/2012/12/27/geoparajes-de-marcahuasi-y-san-pedro-de-casta-peru/

9-  Forte de Samaipata – Bolívia

O Forte de Samaipata é considerado o maior petróglifo do mundo. A pedra que mede 250m de comprimento e 60m de largura  fica no topo de uma colina a 1.950m de altitude em uma área próxima ao Parque Nacional Amboró na Bolívia. É chamado de “Forte” devido sua localização estratégica, mas serviu como um centro cerimonial e ponto de observação astronômica para a Civilização Chané, povo que possivelmente teria esculpido o macico rochoso. Na pedra há figuras que representam animais e outros desenhos geométricos.
O local que desde 1998 é Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO ainda não passou por estudos aprofundados, mas sabe-se que além dos Chanés, foi ocupado pelo império Inca pouco antes da invasão espanhola. O sítio arqueológico fica a 9km da cidade de Samaipata, que está a 120km de Santa Cruz de La Sierra.

Turistas visitando o Forte de Samaipata - Foto do fotógrafo Eduardo Tain Daza
Turistas visitando o Forte de Samaipata – Foto do fotógrafo Eduardo Tain Daza

10 – Kuélap – Peru

Os Chachapoyas formaram entre os séculos VII e XV, a maior e mais importante civilização pré-incaica da Amazônia peruana. Foram responsáveis pela construção de diversos monumentos de pedra como Kuélap, Gran Pajatén e as tumbas da Laguna de los Cóndores. Eram conhecidos como guerreiros das nuvens por habitar e construir fortalezas nas terras altas do Amazonas e por serem “índios brancos”, característica que chamou a atenção do cronista e conquistador espanhol Pedro Cieza de León, que relatou em um tom narcisista em La Crónica del Perú,(1551)  que ” los chachapoyas eran indios blancos cuya hermosura era digna de soberanos cuyos ojos eran azules, los cuales eran más blancos aún que los mismos españoles” (os Chachapoyas eram índios brancos cuja beleza era digna de soberanos; cujos olhos eram azuis, os quais eram ainda mais brancos que os próprios espanhóis”).
Os guerreiros das nuvens resistiram durante muito tempo até serem submetidos ao império Inca. Por esse motivo teriam se tornado aliados dos espanhóis durante o processo de conquista.

A hoje, cidade de Chachapoya, é a capital do departamento homônimo e ponto de partida da região, que é repleta de atrativos naturais, históricos e arqueológicos, entre eles as ruínas da civilização Chachapoya, a Catarata de Gocta e a Laguna de los Cóndores.

Kuélap – que é o maior complexo de ruínas desta civilização – é uma fortaleza amuralhada construída no alto de uma montanha com 3.000m de altitude.  O nome Kuélap, significa “lugar frio” e se deve ao fato de ter sido construída em um floresta nublada.

Como chegar:
A partir de Chachapoyas é necessário tomar um ônibus até o vilarejo de Tingo e depois outros ônibus até a entrada do complexo. 4 horas de viagem no total. Também há agências locais que organizam trekkings e  tours pelo local, como é o caso da Vilaya Tours  e da Eagle Tours

Muralha de Kuelap - Foto de Joseph A Ferris III
Muralha de Kuélap – Foto de Joseph A Ferris III
Fotografia aérea da fortaleza de Kuelap - Foto de Gordon Wiltsie do site Alpenimage.com
Fotografia aérea da fortaleza de Kuélap – Foto de Gordon Wiltsie do site Alpenimage.com
Catarata de Gocta - Foto: PromPeru
Catarata de Gocta – Foto: PromPeru

Fonte: Mochileiros.com

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