A partir desta quinta-feira (10), a União Europeia opera integralmente com um novo modelo de controle migratório em 29 países do continente. O tradicional carimbo no passaporte — companheiro de gerações de viajantes — foi aposentado de vez.
O sistema, batizado de EES (Entry/Exit System), substitui o registro manual por um processo biométrico obrigatório: leitura eletrônica do passaporte, captura de imagem facial, coleta de impressões digitais e registro automático da data e do local de entrada e saída. Todas essas informações passam a compor um histórico digital centralizado, válido em todos os países do espaço Schengen.
Quem é afetado
A medida se aplica a cidadãos de fora dos 27 Estados-membros da União Europeia, além de Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça — em estadias de curta duração. Brasileiros que viajam a turismo, negócios ou intercâmbio estão incluídos nesse grupo.
Como vai funcionar na prática
Ao desembarcar nos países do espaço Schengen, os passageiros deverão escanear o documento em um totem de autoatendimento para o registro dos dados biométricos. Em seguida, passam pelos agentes de imigração.
De acordo com a Comissão Europeia, o EES tem como foco identificar pessoas que ultrapassam o tempo permitido de permanência, detectar o uso de documentos falsos e reforçar a segurança nas fronteiras.
Atenção nas filas
Autoridades reconhecem que, nos primeiros meses, o novo sistema pode gerar filas mais longas nos aeroportos, devido à coleta de dados biométricos. A recomendação é chegar com antecedência. O tempo médio de processamento por passageiro deve subir de 45 segundos para até 2 minutos na primeira vez.
O que vem pela frente
O EES será complementado, a partir do último trimestre de 2026, pelo ETIAS — autorização eletrônica prévia exigida para viajantes isentos de visto, como os brasileiros. Na prática, quem visitar a Europa após essa data precisará de dois passos: solicitar o ETIAS antes de embarcar e passar pelo registro biométrico do EES na chegada.





